segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Puro prazer e preguiça...

       

      Soube um dia que é feliz por ser completa e não completada. Ela passeava, vestidinho leve, sapatinho de boneca, uma longa trança jogada no ombro, o vento soprava e a bexiga que segurava escapou e subiu, subiu, subiu....No alto estourou, não aguentou a pressão, ela ficou triste por um momento, mas logo voltou a andar com um largo sorriso, grande porém sutil, percebera o quanto os balões são fracos e fraqueza ela quer longe. Dura, por si, sim, não mais menina, uma mulher moleca pra eternidade. Pulava, sim pulava andando, ou andava pulando, aquele ar de chiquititas, achou um banco e lá se abundou, afundou e deslizou até que se sentisse completamente relaxada...do lado banco um caminho, um único caminho, pra onde dava, de onde vinha, ela não sabia e pra ela não importava
      E lá ficou, ficou e estaziou-se, pensamentos e idéias jogadas faziam ela rir ou franzir a testa, mas nada tirara o relax dela.
      E do caminho desconhecido vinha, o destino, ou não, pura lamentação, não se sabe, ela sentiu o cheiro, aquele de flores, sentiu também as borboletas no estômago, sabia o que era.. 
      Ele passou, e ela por preguiça de mexer o pescoço, simplesmente o deixou ir..
      Ele a viu e por medo de se aproximar, acovardou-se e seguiu em frente...
      Ela pensou, ‘tenho muitos bancos pra me afundar em pensamentos, quem sabe nos encontraremos por ai,mas hoje,nesse exato momento, quero a minha companhia e de mais ninguém!’
      Ele pensou, ‘tenho muitos caminhos pra passar, quem sabe, e espero que nos encontremos por ai, mas hoje, senti medo do pensamento oculto, medo de acabar atrapalhando o que foi ali meu maior momento romântico!’